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Sirkis: o pai das Ciclovias Cariocas.
 

Em 1985 os verdes começaram a se mobilizar reivindicando a construção de ciclovias no Rio. As primeiras manifestações foram e Copacabana organizadas por Alfredo Sirkis, Fernando Gabeira, Carlos Minc e Ricardo Neves. A construção de uma primeira, entre Copacabana e Botafogo, pelo Túnel Velho foi negociada com o então prefeito Saturnino Braga mas acabou inviabilizada pela falência da Prefeitura, em 1988. Em 1992, Sirkis, então vereador do PV, inseriu  no Plano Diretor a construção de ciclovias,  em toda a cidade,  e conseguiu com o prefeito Marcello Alencar que elas fossem incluídas no projeto Rio-Orla que reurbanizou as praias de Copacabana, Ipanema, Leblon, S.Conrado, Barra e Recreio,  com vistas a Rio-92.

 No primeiro governo César Maia, Sirkis, como secretário de meio-ambiente, estabeleceu a implantação do sistema cicloviário como uma de suas prioridades. Visitou a cidade de Amsterdã, na Holanda, que dispõe da mais completa malha cicloviária do mundo, inspirando-se nela para  implantar o programa Ciclovias Cariocas,  com a construção das ciclovias Mané Garrincha (Copacabana-Centro); Rubro Negra (Gávea-Leblon-Lagoa); João Saldanha (Ipanema-Copacabana); Marechal Rondon (Copacabana); Ayrton Senna(Barra da Tijuca), totalizando cerca de 80  quilômetros, na maior rede cicloviária urbana da América Latina, bem como, sua sinalização, campanhas educativas e instalação de mais de 500 bicicletários.  Também elaborou o primeiro conjunto de regras para o uso das ciclovias, as primeiras campanhas educativas, de ordenamento e os primeiros contratos de manutenção.

 O programa Ciclovias Cariocas foi reconhecido internacionalmente como um dos mais promissores, dentre grandes cidades. Sirkis foi convidado a apresenta-lo em diversos foros e publicações internacionais como a reunião de Istambul, de Metropolis e a revista especializada Local Environment.

  O programa cicloviário tem tido continuidade, embora com altos e baixos, nas administrações  seguintes. A partir de 2001, de volta à Prefeitura na Secretaria de Urbanismo e no IPP, Sirkis não teve mais poder direto sobre sua construção e manutenção mas conseguiu desenvolver, com a equipe do IPP,  vários novos projetos entre os quais a ciclovia Bangu-Campo Grande, a MAM-Praça Mauá e o sistema de ciclofaixas da zona Sul, cuja implantação está buscando viabilizar.

Hoje o Rio de Janeiro tem 140 km de ciclovias e do início da década de 90, dobrou o uso da bicicleta como meio de transporte no Rio de Janeiro.

   
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